Gleice Couto
Era uma vez uma jornalista formada que trabalhava com administração, escrevia fanfics nas horas vagas e sonhava em ser escritora profissional – mas não fazia ideia de como chegar lá. Essa era eu aos 30 anos: talentosa, sim, mas profundamente infeliz.
O que fiz além de sentar chorar? Tomei as rédeas da minha história: criei um blog literário, investi em cursos de escrita criativa e roteiro, cursei uma pós em Língua Portuguesa, dei um salto de fé: troquei um bom salário por um trabalho na área que amava.
Não, não vou dizer que eu estava realizada, ganhando cinco vezes menos, porque enfim trabalhava com aquilo que fazia o meu coração bater mais forte. Mas eu sabia que era um primeiro passo importante. E foi.
De lá para cá, terminei com o blog, passei pelo YouTube, comecei a fazer frilas de revisão e preparação de texto de obras brasileiras e gringas para o mercado editorial, abri meu primeiro MEI, fechei meu primeiro MEI, escrevi de tudo de tudo um pouco: romance, infantojuvenil, fantasia urbana, contemporâneo – até chegar ao tema saúde mental, que carrego comigo –, passei a fazer edição e ghostwriting de livros de não ficção, abri meu segundo MEI – a GC Soluções Editoriais –, fiz cursos e mais cursos… Isso tudo desde 2012.
Hoje, com mais de uma década de estrada:
É, posso dizer que a Gleice de hoje, diferente da de 30 anos, está bastante feliz.