Melhores de 2017

Adoro listas! Elas me ajudam a organizar minha mente, que é meio caótica. Então, sempre que o ano muda, gosto de pontuar as coisas que mais gostei nele. Dessa vez, decidi falar sobre músicas e livros que mais curti no ano passado.

Como disse no post anterior, 2017 foi um ano de arrumação da casa, por isso não fui muito fundo em coisas novas. Na verdade, revisitei “velharias” para “jogar fora”. Isso não impediu, no entanto, de curtir muitos livros e músicas. Vamos ao top 5 do que chamou a minha atenção em 2017? Espero que curta!

Livros

1. Incendiário – Chris Cleave

Nem sei direito o que comentar sobre esse livro… Se não estou enganada, foi o único que favoritei em 2017.  É a terceira obra do Chris Cleave que leio (Pequena Abelha e Ouro são maravilhosas também…) e, com certeza, essa é a mais atordoante e visceral. Leitura obrigatória.

“Incendiário”, livro do inglês Chris Cleave, gerou reações de incômodo e perturbação quando foi lançado na Europa e nos Estados Unidos. Faz sentido: ao mostrar a dor de uma mulher inglesa de classe média baixa que perde o marido e o filho num atentado promovido por Osama Bin Laden, o escritor evitou o maniqueísmo. Em vez de simplesmente satanizar o terrorista e líder da Al Qaeda, Cleave leva o leitor a questionar as relações entre Oriente e Ocidente através do sofrimento de sua protagonista e narradora. Esta mulher, cujo nome nunca é revelado, tinha no filho e no marido os seus únicos vínculos familiares. Eles estão no estádio onde acontece a final de futebol entre o Arsenal e o Chelsea, os dois mais populares times de futebol ingleses. Ela assiste à explosão pela TV e, arrasada, resolve escrever para o terrorista. “Incendiário” é construído como uma catarse desta personagem: o fluxo contínuo de narrativa, quase sem vírgulas e pontos, deixa isso bastante claro. Em um trabalho minucioso, Cleave também cometeu erros gramaticais propositais, deixando pistas do grau do baixo grau de instrução de sua personagem. A baixa escolaridade, aliás, amplia o impacto de suas descobertas em meio ao luto. Seu anonimato também mostra como ela é uma sem nome num mundo em que as identidades estão cada vez mais esgarçadas.

2. Léxico – Max Barry

Ah, acabei de ver que favoritei esse livro também! Então, são 2 favoritados em 2017. Max Barry (autor de Homem Máquina) é um escritor que sempre fico de olho, pois suas histórias são tão originais e repletas de críticas à sociedade… E ele não decepcionou nessa. Eu perdi o fôlego, não sabia para onde ir, só confiei no Max e o deixei me levar. Sério. Que livro fantástico!

Uma organização treina jovens talentosos para controlar a mente e o comportamento das pessoas usando combinações específicas de palavras. Os iniciados deixam suas verdadeiras identidades para trás e passam a usar nomes de poetas. Identificada como um prodígio na arte da persuasão, Emily Ruff, que ganha a vida com truques de cartas nas ruas de São Francisco, é enviada para o treinamento em uma escola da organização e começa a aprender a técnica letal. Quando os líderes da instituição descobrem que ela está se envolvendo com outro aluno, Emily recebe uma missão aterrorizante. Wil Parke, carpinteiro, sofre de amnésia. Um dia ele já soube o significado da palavrárida, um artefato com o poder de colocar o planeta em risco. No entanto, não lembra mais. Wil é sequestrado por dois agentes brutais, que acabaram de matar sua namorada, desesperados para impedir que um membro da organização, de codinome Virginia Woolf, cause uma grande destruição.

 

 

3. O Mundo Perdido – Michael Crichton

Quando li Jurassic Park, em 2016, minha cabeça explodiu. Nunca fui muito fã da franquia cinematográfica, por isso sempre protelei a leitura dos livros. Acontece que sempre gostei de Crichton (amo Next) e, em determinado momento, pensei ‘Ok, ele merece uma chance!’. Então, depois de ler Jurassic Park, li a continuação O Mundo Perdido, que é muito boa. Mantém, na maioria do tempo, o ritmo da história. Destaque, claro, para o matemático Ian Malcolm. Que personagem bom!

Seis anos se passaram desde os terríveis acontecimentos no Jurassic Park. Seis anos, desde que o sonho extraordinário, nos limites entre a ciência e a imaginação humana, acabou se tornando um trágico pesadelo. A Isla Nublar não era o único lugar usado por John Hammond em suas pesquisas genéticas de ponta. Agora, o matemático Ian Malcolm e uma equipe de cientistas – além de certos “pequenos clandestinos” – devem explorar outra ilha na Costa Rica, repleta dos mais perigosos dinossauros que já caminharam pela Terra.

 

 

 

 

4. Olhe Para Mim – Jennifer Egan

Não é segredo algum que adoro os trabalhos da Jennifer Egan, mas os últimos livros dela que li achei todos meias-bocas… Esse, no entanto, é bem bacana. A autora nos mostra porque é a mestre em interligar histórias…. Fenomenal. Só o final deixou um pouco a desejar… Mas vale a leitura, definitivamente!

Olhe para mim, publicado originalmente em 2001, tem um enredo grandioso e interliga personagens muito diferentes. As duas principais chamam-se Charlotte: a primeira, uma modelo com trinta e tantos anos, que depois de sofrer um terrível acidente de carro tenta reconstruir seu rosto e sua vida. A outra, filha da antiga melhor amiga de colégio da modelo, é uma adolescente imprevisível que vive numa pequena região de Illinois. Um excêntrico professor obcecado pelo passado industrial da cidade onde nasceu, um detetive particular divorciado e infeliz e um estranho enigmático que troca nomes e sotaques enquanto prepara um ataque apolítico contra a sociedade americana são também personagens de um elenco tão diverso quanto numeroso. Ao concluir que é impossível voltar a exercer a profissão de modelo, Charlotte é atraída por uma empresa de internet e expõe sua vida em uma página pessoal por meio de vídeos e relatos pouco fiéis à realidade. A outra Charlotte se envolve com homens mais velhos na tentativa de obter respostas para suas questões adolescentes.

 

5. Comportamento Altamento Ilógico – John Corey Whaley

Curti muito esse livro. É o tipo de young adult que gosto de ler: esperto, sem subestimar o jovem, e tratando sobre saúde mental. Li de uma tacada só e vale à pena. O autor abordou o tema de modo muito consciente!

Um garoto de 16 anos tímido e retraído que sofre de agorafobia (transtorno de ansiedade que leva a pessoa a evitar locais que não considera seguros); uma menina ambiciosa e realista que sonha em entrar para a faculdade de psicologia. Determinada a provar que merece ser aceita no segundo melhor curso do país, Lisa se aproxima de Solomon para ajudá-lo a superar suas dificuldades, trazendo também seu encantador namorado, Clark, para próximo de sua “cobaia”. Logo, os três formam laços inesperados de amizade. À medida que se conhecem melhor, porém, os planos de Lisa começam a sair de controle, e cada um deles é obrigado a rever suas certezas e encarar seus medos. Será que Sol, Lisa e Clark conseguirão encontrar novos arranjos em suas vidas, servindo de apoio um ao outro na difícil tarefa de encarar a vida adulta que se aproxima?

 

 

 

Bônus: As Perguntas – Antônio Xerxenesky

Foi uma grata surpresa conhecer o trabalho do Antônio! Amei mesmo a sua narrativa. É fluída, inteligente e sem exageros. Não esperava muito quando li a sinopse, mas aos poucos, o plot foi me conquistando. O autor mantém bem o ritmo, exceto na parte final, cuja cadência contrasta um pouco com a do início da história… Mas isso não prejudica muito a leitura. E o título do livro… Depois que você lê, percebe como tem tudo a ver!

Alina enxerga sombras e vultos desde criança. Doutoranda em história das religiões, especializada em tradições ocultistas e aferrada à racionalidade que tudo ilumina, ela se acostumou a considerar as aparições como simples vestígios de sonhos interrompidos.  Certo dia, um telefonema da delegacia desarruma sua rotina de tédio programado. A polícia suspeita de que uma seita vem causando uma onda de surtos psicóticos em São Paulo. A única pista disponível é um símbolo geométrico desenhado por uma das vítimas. Intrigada e ansiosa para fugir da rotina, Alina decide investigar por conta própria um mistério que a fará questionar os limites entre razão e religião, cultura e crença. Em ‘As perguntas’, Antonio Xerxenesky costura o tédio da vida cotidiana com o desconforto do horror em um livro repleto de referências ao universo dos filmes, da música e do ocultismo.

 

 

 

Músicas

1. Let Me Out – Jonghyun

Quando o álbum Story Op 2 do Jonghyun saiu esse ano, essa foi a música que me chamou a atenção logo de cara. Ainda nem tinha lido a sua letra, mas no vocal já conseguia perceber o seu desespero. É uma música angustiante, claustrofóbica e visceral.  Jonghyun tinha tanta paixão em sua música… Um gênio que não conseguiu lidar com tantos sentimentos dentro de si.

2. Move – Taemin

Melhor música do Taemin. Tipo… DE LONGE. É sexy e ousada. Gosto de ver para onde a carreira solo do Taemin está indo.

3. Red Flavor – Red Velvet

Escutei essa música feito louca esse ano. Treinei muuuuuito ao som dela. Amo a voz da Wendy e aqui está se destacando! Red Velvet realmente tem subido no meu conceito.

4. Holiday – Girls Generations

Olha, se você me dissesse que, em 2017, eu amaria uma música das Girls Generation, eu não acreditaria. Sempre achei esse girl group meio méh (apesar de reconhecer sua importância), mas essa música (aliás, todo esse último álbum) é muito boa!

5. Likey – Twice

Aaaaah, não acredito que Twice também está nessa lista! HAHAHAHA Mas essa música gruda, chiclete demais! Cadê as meninas no Spotfy pra eu escutar direto???

Bonus: Don’t Wanna Cry – Seventeen

Ah, meus meninos fofinhos (Hoshiiiii melhor fanboy shawol que existe xD). Adoro a música, a coreo, o MV. Tudo!

É isso! ;*

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